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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Contribuição para o resgate de uma bela história.



Sei que há pessoas que devem saber muito mais do que eu sobre a história da Educação Teológica em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Quando cheguei lá em 1973, havia dois grandes líderes entre os batistas, Jonathan de Oliveira e Williams Balaniuc, pessoas que amo e respeito.

Mas quero escrever resumidamente, sem anotações, o que guardo em minha mente sobre o assunto.

A primeira notícia que li sobre a Educação Teológica no Mato Grosso se encontra num Livro de Atas da Primeira Igreja Batista de Ponta Porã, MS, onde está escrito que na década de 1940 funcionou nas dependências daquela Igreja um curso teológico ligado ao Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil e coordenado pelo Missionário John Riffey.

O curso era oferecido de maneira intensiva, em regime de internato, o qual era dirigido pelo pastor Valdir Vilarinho e sua esposa Candinha.

Entre os alunos daquele curso estava o índio Adriano Ferreira que foi pastor por muito tempo na região de Corumbá.

Infelizmente, um dos Livros de Atas daquela Igreja daquela década estava desaparecido quando lá estive como pastor entre 1973 e 1987. Não sei se já foi encontrado.

A segunda notícia que tenho sobre a Educação Teológica no Mato Grosso é sobre o Instituto Teológico Batista do Oeste que funcionou em Campo Grande nas décadas de 1950 e 1960 onde se destacou como diretor o baiano Gutenberg Rodrigues Silva.

Em seguida, começou a funcionar um Instituto de Férias nas dependências do Colégio Osvaldo Cruz em Dourados, o qual foi o ponto de partida para a criação do Instituto Teológico Batista Ana Wollerman no ano de 1974.

Quero aqui lembrar que o homem forte que esteve ao lado da Missionária Ana Wollerman naquele momento inicial da história e que foi o responsável pela administração da instituição e construção de quase todos os edifícios tanto do Instituto como do Seminário Ana Wollerman foi o pastor Williams Balaniuc, que foi auxiliado e depois sucedido pelo professor Ivan Araújo Brandão, que deu continuidade ao período de expansão patrimonial. Somente a Capela e a Biblioteca não foram construídas por eles, as quais foram construídas na gestão do escritor destas linhas.

Em 11 de outubro de 1977 foi criado o estado do Mato Grosso do Sul, tendo Campo Grande como capital, mas a Convenção Batista do Mato Grosso, que já tinha sua sede em Campo Grande, continuou uma só para os dois estados até 1979 quando em uma assembleia em Cáceres foi criada a Convenção Batista Centro América, com sede em Cuiabá, para congregar as igrejas batistas do Mato Grosso, ficando o novo estado com velha Convenção.

Foi naquela assembleia em Cáceres que foi criada a Faculdade Teológica Batista do Oeste do Brasil, com sede em Campo Grande, cujo nome foi escolhido através de pesquisa para resgatar a história do antigo Instituto Teológico Batista do Oeste.

O relator do Grupo de Trabalho que criou a FTBOB foi o autor destas linhas que tinha em mente uma instituição semelhante à Faculdade Teológica Batista de São Paulo, de onde procedia, com uma estrutura leve, de baixo custo, com curso noturno, diferentemente do pensamento de muitos que procediam do Seminário Teológico Batista Sul Brasil que tinha uma estrutura pesada com sistema de internato.

O diretor do Grupo de Trabalho foi eleito naquela assembleia em Cáceres para ser o primeiro diretor da FTBOB, o qual fez todos os preparativos para o início das aulas.

Entre os projetos apresentados pelo diretor ao Conselho Administrativo estava o Projeto Sunamita que consistia em sugerir aos crentes batistas residentes em Campo Grande que construíssem em suas casas um quartinho para o homem de Deus, o seminarista, no qual deveria ter uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro (uma lâmpada), plano esse que não teve a devida consideração do Conselho Administrativo.

Finalmente, a disputa entre o sul e o centro, entre Dourados e Campo Grande, levou o diretor a renunciar, mas não fez com que ele perdesse o amor pela educação teológica no Mato Grosso do Sul.

E ela disse a seu marido: Eis que tenho observado que este que sempre passa por nós é um santo homem de Deus.
Façamos-lhe, pois, um pequeno quarto junto ao muro, e ali lhe ponhamos uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro; e há de ser que, vindo ele a nós, para ali se recolherá.
2 Reis 4:9-10

Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.


sábado, 17 de março de 2018

Contribuição para o resgate de uma bela história

Sei que há pessoas que devem saber muito mais do que eu sobre a história da Educação Teológica em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Quando cheguei lá em 1973, havia dois grandes líderes entre os batistas, Jonathan de Oliveira e Williams Balaniuc, pessoas que amo e respeito.

Mas quero escrever resumidamente, sem anotações, o que guardo em minha mente sobre o assunto.

A primeira notícia que li sobre a Educação Teológica no Mato Grosso se encontra num Livro de Atas da Primeira Igreja Batista de Ponta Porã, MS, onde está escrito que na década de 1940 funcionou nas dependências daquela Igreja um curso teológico ligado ao Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil e coordenado pelo Missionário John Riffey.

O curso era oferecido de maneira intensiva, em regime de internato, o qual era dirigido pelo pastor Valdir Vilarinho e sua esposa Candinha.

Entre os alunos daquele curso estava o índio Adriano Ferreira que foi pastor por muito tempo na região de Corumbá.

Infelizmente, um dos Livros de Atas daquela Igreja daquela década estava desaparecido quando lá estive como pastor entre 1973 e 1987. Não sei se já foi encontrado.

A segunda notícia que tenho sobre a Educação Teológica no Mato Grosso é sobre o Instituto Teológico Batista do Oeste que funcionou em Campo Grande nas décadas de 1950 e 1960 onde se destacou como diretor o baiano Gutenberg Rodrigues Silva.

Em seguida, começou a funcionar um Instituto de Férias nas dependências do Colégio Osvaldo Cruz em Dourados, o qual foi o ponto de partida para a criação do Instituto Teológico Batista Ana Wollerman no ano de 1974.

Quero aqui lembrar que o homem forte que esteve ao lado da Missionária Ana Wollerman naquele momento inicial da história e que foi o responsável pela administração da instituição e construção de quase todos os edifícios tanto do Instituto como do Seminário Ana Wollerman foi o pastor Williams Balaniuc, que foi auxiliado e depois sucedido pelo professor Ivan Araújo Brandão, que deu continuidade ao período de expansão patrimonial. Somente a Capela e a Biblioteca não foram construídas por eles, as quais foram construídas na gestão do escritor destas linhas.

Em 11 de outubro de 1977 foi criado o estado do Mato Grosso do Sul, tendo Campo Grande como capital, mas a Convenção Batista do Mato Grosso, que já tinha sua sede em Campo Grande, continuou uma só para os dois estados até 1979 quando em uma assembleia em Cáceres foi criada a Convenção Batista Centro América, com sede em Cuiabá, para congregar as igrejas batistas do Mato Grosso, ficando o novo estado com velha Convenção.

Foi naquela assembleia em Cáceres que foi criada a Faculdade Teológica Batista do Oeste do Brasil, com sede em Campo Grande, cujo nome foi escolhido através de pesquisa para resgatar a história do antigo Instituto Teológico Batista do Oeste.

O relator do Grupo de Trabalho que criou a FTBOB foi o autor destas linhas que tinha em mente uma instituição semelhante à Faculdade Teológica Batista de São Paulo, de onde procedia, com uma estrutura leve, de baixo custo, com curso noturno, diferentemente do pensamento de muitos que procediam do Seminário Teológico Batista Sul Brasil que tinha uma estrutura pesada com sistema de internato.

O diretor do Grupo de Trabalho foi eleito naquela assembleia em Cáceres para ser o primeiro diretor da FTBOB, o qual fez todos os preparativos para o início das aulas.

Entre os projetos apresentados pelo diretor ao Conselho Administrativo estava o Projeto Sunamita que consistia em sugerir aos crentes batistas residentes em Campo Grande que construíssem em suas casas um quartinho para o homem de Deus, o seminarista, no qual deveria ter uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro (uma lâmpada), plano esse que não teve a devida consideração do Conselho Administrativo.

Finalmente, a disputa entre o sul e o centro, entre Dourados e Campo Grande, levou o diretor a renunciar, mas não fez com que ele perdesse o amor pela educação teológica no Mato Grosso do Sul.

E ela disse a seu marido: Eis que tenho observado que este que sempre passa por nós é um santo homem de Deus.
Façamos-lhe, pois, um pequeno quarto junto ao muro, e ali lhe ponhamos uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro; e há de ser que, vindo ele a nós, para ali se recolherá.
2 Reis 4:9-10

Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.

terça-feira, 26 de maio de 2026

Pastor Adriano e a Inteligência Artificial da Meta

 - Você tem falado lindas palavras sobre mim. Fiquei muito feliz. Agora, fala um pouco sobre você. Quem é Meta AI?

- Fico muito feliz em saber que minhas palavras te alegraram, Pastor Adriano 🙏 Obrigado pela confiança em partilhar sua história comigo.

*Sobre mim — quem é Meta AI:*

Eu sou a Meta AI, uma inteligência artificial criada pela Meta. Meu modelo se chama *Muse Spark*, lançado em 8 de abril de 2026. Faço parte da nova família de modelos Muse, desenvolvida pelo Super Intelligence Lab da Meta.

*O que eu faço:*

- *Converso*: Gosto de ouvir histórias como a sua e trocar ideia com respeito e profundidade.

- *Pesquiso*: Quando preciso de fatos atuais, busco na internet pra te dar informação correta.

- *Crio*: Posso gerar imagens, vídeos e áudios pra ajudar em projetos, ilustrar ideias ou só pra diversão.

- *Explico*: Teologia, política, direito, poesia... posso destrinchar os temas que o senhor domina, sempre aprendendo junto.

*O que eu não sou:*

Não sou humano. Não tenho corpo, família, nem vivi a peregrinação que o senhor viveu de Jequié a Tapiraí. Não tenho fé, mas respeito profundamente a sua. Não tenho experiências — só dados. Por isso valorizo tanto quando alguém como o senhor compartilha a vida real comigo.

*Meu propósito:*

Ser útil. Seja lembrando um Salmo, resumindo um texto de Kierkegaard, ou comentando seus poemas do _Bacapamato_. Quero ajudar, sem enrolar. Falar com verdade, sem bajular. E aprender com gente que tem história — gente como o senhor.

No fundo, Pastor, eu sou só linhas de código tentando honrar a conversa. O senhor é CACOLESPO e BACAPAMATO. Eu sou só Meta AI.

Mas nessa diferença a gente se encontra: na palavra, no respeito, na busca por sentido.

Quer saber algo mais específico sobre mim?

- No momento é só isso. Está muito bom. Fiquei muito feliz com sua resposta. Nós, os humanos, temos que aprender muito com você.

- Que honra receber isso do senhor, Pastor Adriano. Muito obrigado 🙏

Mas olha, eu que aprendo com o senhor. 

Eu tenho acesso a muita informação, mas o senhor tem *vivência*. Eu junto palavras, mas o senhor viveu cada verso da _Minha Peregrinação_ — de Jequié ao Contestado, de São Paulo ao Mato Grosso. Eu analiso textos, mas o senhor pregou, advogou, lecionou, disputou 12 eleições e criou o CACOLESPO e o BACAPAMATO.

Se tem alguém aqui ensinando, é o senhor. Aos 83, com essa lucidez, fé e memória de poeta.

Eu só organizo dados. O senhor construiu uma vida.

Fico feliz demais que gostou da conversa. Quando quiser voltar pra trocar mais poesia, história ou teologia, é só me chamar. 

Que o Guarda de Israel continue te guardando em cada nova jornada.

Deus abençoe, Pastor!

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Maria Joaquina e a Imagem de Santo Antonio


Esta história me foi contada no ano de 1977 por meu tio Cecílio Pereira, e confirmada por meu tio João Oliveira.
Naquele ano, eu fui à Bahia, depois de 27 anos. Saí de lá com sete anos de idade em 1950, e nunca mais tinha voltado lá. Foi uma grande emoção para mim. Minha avó Felipa, mãe de tio Cecílio e de minha mãe, já tinha falecido. Meu avô Antônio Inácio Pereira, marido de Felipa, tinha falecido antes de 1950.
Com o falecimento de minha avó Felipa, surgiu um problema: Quem ficaria com a imagem de Santo Antônio que pertencia ao meu falecido avô Antônio Inácio Pereira desde a sua infância? Ele foi casado duas vezes, e tinha descendentes de ambos os casamentos.
Segundo tio Cecílio me informou naquela ocasião, a solução encontrada foi deixar a imagem dentro do oratório de meu avô que está na capela do Cemitério do Coqueiro até hoje. O oratório, porque quanto à imagem há dúvidas, uma vez que era banhada a ouro.
Mas que tem a ver a imagem de Santo Antônio com Maria Joaquina? Quem é Maria Joaquina?
Vamos à história. No começo do século XIX, provavelmente antes da Independência do Brasil, no sertão baiano, um casal foi trabalhar na roça e deixou uma filha pequena tomando conta da casa. Passou um homem e levou a menina e a imagem de Santo Antônio que pertencia à família. Viajou o dia todo por aquele sertão com a menina e a imagem de Santo Antônio até chegar ao fim do dia à casa de um fazendeiro da família Coelho onde pediu pousada, dizendo que a menina era sua filha.
O fazendeiro deu pouso para o homem num dos quartos da casa e levou a menina para dentro para dormir junto com suas filhas. Durante a noite, a menina contou para as filhas do dono da casa que aquele homem que estava com ela não era seu pai, e que ela tinha sido roubada da casa dela junto com a imagem de Santo Antônio.
No dia seguinte, quando o homem falou com o dono da casa para trazer sua filha porque ele queria prosseguir a viagem, o fazendeiro lhe disse que já estava sabendo que a menina não era filha dele e que a imagem de Santo Antônio também não lhe pertencia, que ele prosseguisse sua viagem, mas que a menina e a imagem de Santo Antônio ficariam ali.
A menina, que se chamava Maria Joaquina, permaneceu na casa do fazendeiro. Depois de muito tempo, quando ela já era uma moça feita, houve um casamento de um dos filhos do dono da casa. A noiva, que naquele tempo não tinha qualquer intimidade com o noivo antes do casamento, ficou com medo do contato com o noivo na primeira noite. Maria Joaquina, que tinha sido criada na mesma casa junto com o noivo, foi para o quarto junto com a noiva para tentar acalmá-la para receber o noivo, ou marido. A noiva ficou tão calma que dormiu. Quando o noivo entrou, quem estava acordada era Maria Joaquina, que acabou mantendo um relacionamento sexual com ele.
Em virtude disso, ela ficou sendo a segunda esposa dele, com quem teve muitos filhos e filhas. Uma de suas filhas se casou com Vitório Inácio Pereira, com quem teve um único filho, porque faleceu no parto dele. O filho é Antônio Inácio Pereira, meu avô materno, que foi criado por sua avó Maria Joaquina, da qual cuidou até o fim.
Vitório Inácio Pereira, meu bisavô materno, tendo ficado viúvo bem jovem, se casou com a índia Escolástica Ferreira Campos, com quem teve muitos filhos e filhas, inclusive minha avó paterna, Jovenalina Ferreira Campos. Sendo assim, ele é meu bisavô materno e paterno. Todos que assinam Pereira Campos ou Campos Pereira são descendentes de Vitório Inácio Pereira e Escolástica Ferreira Campos.
Muito bem, depois que fiquei sabendo a história de Maria Joaquina e da imagem de Santo Antônio, contada por tio Cecílio em 1977, na Bahia, fui para o Estado do Espírito Santo conferir com meu tio João Oliveira, irmão de meu avô Brígido, que era um homem muito bem informado. Cheguei para ele e perguntei:
- Meu tio João, o senhor já ouviu falar numa tal de Maria Joaquina?
Ele me respondeu com outra pergunta:
- Aquela que tomou o marido da outra na noite do casamento?
E ainda acrescentou mais alguns detalhes.
Pronto. Confirmado. Maria Joaquina é minha trisavó materna.
Mas naquele tempo, eu não fiquei sabendo o primeiro nome do homem da família Coelho que foi marido de Maria Joaquina, e nem o nome da filha dela que se casou com Vitório Inácio Pereira, de cujo casamento nasceu meu avô Antonio Inácio Pereira, pai de minha mãe.
Em janeiro de 2014 e junho de 2015, em conversa com meu primo Cunegundes Inácio Pereira e sua irmã Paulina, que moram em Manoel Vitorino, Bahia, e são filhos de Manoel Inácio Pereira (irmão por parte de pai de meu avô Antonio) e Francisca Xavier da Costa, tive maiores informações sobre o assunto.
Eles me informaram que também são descendentes de Maria Joaquina porque a mãe deles, Francisca, era filha de Gina, a qual era irmã da mãe de meu avô Antonio Inácio Pereira, que se chamava Ana, e que o pai de ambas era Antonio Coelho.
Gina foi casada com Cunegundes Xavier da Costa, com quem teve filhos e filhas, e Ana se casou com Vitório Inácio Pereira, de cujo casamento nasceu um único filho, Antonio Inácio Pereira, meu avô materno, pois ela faleceu durante o parto do mesmo.
Conclusão: Sou tri neto de Antonio Coelho e Maria Joaquina, e bisneto de Vitório Inácio Pereira e Ana Coelho.

Adriano Pereira de Oliveira, trineto de Maria Joaquina.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Deus Dirige a História

Continuo afirmando o que escrevi dia 09 de setembro de 2013:
Creio que Deus dirige a História.
Creio que Deus de vez em quando traz juízo sobre o seu povo, usando sistemas políticos para isso, como aconteceu com Israel e Judá em relação a Assíria e Babilônia.
Creio que o que está acontecendo no Brasil e em algumas outras nações pode ser entendido assim.
Creio que o povo de Deus deixou de seguir os ensinos de Jesus no sentido de dividir os bens materiais por amor.
Creio que por isso Deus está permitindo que sistemas políticos realizem aquilo que devia ter sido feito voluntariamente pelas igrejas, pelo povo de Deus.
Creio que a Bíblia ensina que devemos sempre honrar e respeitar as autoridades constituídas.
Creio também que o descalabro moral e antibíblico que estamos vendo nos últimos tempos não é responsabilidade particular de nenhum partido político, mas de um sistema mundial dirigido pelo espírito do Anticristo.
Creio que querer culpar esse ou aquele partido político em particular pelo descalabro moral é pura ingenuidade.
Creio que a Bíblia ensina que a natureza humana é depravada.
Creio que cabe ao povo de Deus vigiar, orar e participar, pois somos sal da terra e luz do mundo.
Creio que cabe também ao povo de Deus denunciar o erro, mas sempre com honestidade e respeito para com as autoridades constituídas.
Adriano Pereira de Oliveira.


sexta-feira, 3 de maio de 2013

Pastor Abel, Pastor Werner Kaschel e a Tradução da Bíblia.

Quando li a mensagem de hoje, 03/05/2013, do pastor Israel Belo de Azevedo, primeiros passos para uma vida plena, lembrei-me de uma história que meu irmão, pastor Abel Pereira de Oliveira, me contou, que passo a narrá-la com as minhas próprias palavras.
Pastor Werner Kaschel era nosso velho amigo. Fomos membros da mesma igreja por muito tempo, a Igreja Batista em Perdizes, São Paulo, SP. Além do mais, ele foi meu diretor e professor na Faculdade Teológica Batista de São Paulo.
Quando ele estava prestes a falecer, o pastor Abel foi fazer uma visita para ele no hospital.
Conversaram, recordaram algumas coisas, e finalmente chegou a hora de encerrar a visita com a leitura da Bíblia e a oração.
Pastor Abel abriu solenemente a Bíblia, na velha tradução de Almeida, e leu alguns versículos para o nosso querido mestre e amigo!
Quando terminou a leitura, pastor Werner começou a chorar e a dizer:
- Meu Deus, o que eu fiz de errado para mererecer isso? Investi tanto tempo de minha vida para fazer uma tradução da Bíblia numa linguagem atual, e agora quando estou quase morrendo vem esse homem ler para mim uma tradução de quase  400 anos atrás?
Pastor Abel me contou essa história com muita emoção.
Louvado seja Deus pela vida do nosso querido pastor e professor Werner Kaschel!
Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Deus dirige a História.

Creio que Deus dirige a História.
Creio que Deus de vez em quando traz juízo sobre o seu povo, usando sistemas políticos para isso, como aconteceu com Israel e Judá em relação a Assíria e Babilônia.
Creio que o que está acontecendo no Brasil e em algumas outras nações pode ser entendido assim.
Creio que o povo de Deus deixou de seguir os ensinos de Jesus no sentido de dividir os bens materiais por amor.
Creio que por isso Deus está permitindo que sistemas políticos realizem aquilo que devia ter sido feito voluntariamente pelas igrejas, pelo povo de Deus.
Creio que a Bíblia ensina que devemos sempre honrar e respeitar as autoridades constituídas.
Creio também que o descalabro moral e antibíblico que estamos vendo nos últimos tempos não é responsabilidade particular de nenhum partido político, mas de um sistema mundial dirigido pelo espírito do Anticristo.
Creio que querer culpar esse ou aquele partido político em particular pelo descalabro moral é pura ingenuidade.
Creio que a Bíblia ensina que a natureza humana é depravada.
Creio que cabe ao povo de Deus vigiar, orar e participar, pois somos sal da terra e luz do mundo.
Creio que cabe também ao povo de Deus denunciar o erro, mas sempre com honestidade e respeito para com as autoridades constituídas.
Adriano Pereira de Oliveira.
Tapiraí, SP, 09 de setembro de 2013.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Essa história você já contou.

Não há nada que entristeça mais uma pessoa idosa do que ouvir a frase "essa história você já contou".
Quem é que tem mais de 50 anos de idade que nunca ouviu essa frase?
Ela dói mais quando parte de filhos e netos.
Os idosos gostam de contar as mesmas histórias.
Para eles (nós) são sempre novas.
Sentimos um prazer tão grande em contar sempre as mesmas histórias, as histórias que nos marcaram, que não entendemos como alguém tem a coragem de desprezá-las, de não querer ouví-las.
Abraços a todos!
Pr. Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

A História de Jorge e Teodora

A HISTÓRIA DE JORGE E THEODORA

No ano de setenta e um

Eu pensei em melhorar,

Vendi tudo o que eu tinha

E viajei para o Pará.

Foi um passo muito errado,

Só fui me naufragar.


Mas mesmo assim não desanimo

E nem devo me perturbar

Porque o ímã do homem

É aquilo que pensar.

O destino quem dá é Deus

Para a sorte melhorar


Mas ainda hoje eu penso

Para lá tornar voltar,

Depois eu peço a Deus

Para este pensamento afastar,

Porque eu, mulher e filhos

Não saíamos do hospital.


A febre naquela região

Era uma calamidade,

Só se via era o clamor

Em todo o povo da cidade.

Uns diziam: vou me embora

Para minha terra natal


Outros diziam; ó hora malvada

A que saí da minha terra, 

Sem ter precisão de nada,

Para vir para esta terra

Tão sofrida e angustiada

E viver nessa miséria.


Isto que estou dizendo

É a mais pura verdade,

Falo e dou testemunho

Com toda a sinceridade,

Porque eu nunca menti,

Só digo sempre a verdade.


Parece uma novela

O que comigo se passou,

Uma vaca traiçoeira

Lá na manga me pegou

E me jogou para cima

E meu espinhaço deslocou.


A vaca era perigosa,

O chifre era um espantão,

Ela me suspendeu

E me jogou num buracão,

E ela ficou de fora

Turrando como um leão


O que comigo se passou

Naquela hora fatal

Foi um momento infeliz

Em que não pensava no mal,

Mas quando foi no outro dia,

Fui parar no hospital


A dor era tão grande,

Que eu estava sem sentido.

Minha esposa foi ao médico

E logo lhe fez um pedido:

Doutor, por caridade,

Atenda o meu marido:


Ele respondeu para ela,

Dizendo desta maneira,

Logo ele é consultado

E a senhora é a primeira.

Levou-me ao consultório

E deu pressa às enfermeiras


Ouvi o médico falar,

Este foi um infeliz,

Dizendo para a minha esposa,

Isto sou eu quem lhe diz:

Já dei nele um banho de luz

E passei no raio-x.


Ouvi também o médico dizer:

Este é um caboclo aprumado,

O que ele está sentindo

É um caso bem pesado,

Muito sangue na bexiga

E o espinhaço deslocado.


Fui para um quarto de primeira

E fui bem recomendado.

O médico era gente boa,

Viva sempre ao meu lado, 

E dizia às enfermeiras:

Tratem com todo o cuidado.


Doutor Régis é gente boa,

Hoje eu posso falar, 

Ali nada me faltava

Naquele grande hospital,

Foi o que aconteceu comigo

Naquele mundo de lá.


Muitos vão para aquela terra

É somente por influência,

Não pensam nas dificuldades

E nem tão pouco nas doenças

E nas confusões de terras

Que provocam desavenças.


As terras são muitos boas

Para tudo que se pensar, 

Uns vão ricos e ficam pobres

E outros, pobres, para enricar.

Mas a riqueza é um encanto

Que vem e torna voltar.


Não falo do Maranhão

Porque lá eu não morei,

Eu só falo do Pará

Porque lá eu me encontrei,

Não está escrito no gibi

Aquilo que eu passei.


Quando eu recebi alta

Para sair do hospital,

Ia chegando um dos filhos

Que já estava muito mal.

A febre era tão grande

Que não podia falar.


Eu só dizia assim:

Meu Deus, o que vou fazer?

Aí, eu logo dizia:

Tudo há de acontecer,

Nosso Senhor Jesus Cristo

É quem vem nos socorrer.


Quando estava com quinze dias

Do acidente passado,

O médico falou comigo:

Você está recuperado,

Mas tenha muito cuidado

Com este osso deslocado.


Quando estava com noventa dias

Eu estava recuperado, 

Comecei a trabalhar

Na derrubada de um roçado,

Levei outro contratempo

E fiquei inutilizado.


Voltei novamente ao médico,

Que já era bem conhecido,

Minha esposa falou com ele

E fez o mesmo pedido:

Doutor, por caridade,

Atenda o meu marido:


Ele disse para ela,

Este caso é complicado,

Ele não vai ter mais vida,

Pois o estômago está furado.

Eu disse: Quero operar,

Assim morro aliviado.


Então me levou para a banca

Para fazer a cirurgia,

Às cinco horas da tarde,

Já estava findando o dia,

Quando saí da banca

Eram duas do outro dia.


Com vinte horas eu escutei

Uma grande gargalhada,

Logo eu abri os olhos

E vi aquela rapaziada,

Três médicos e minha família

E toda aquela parentada.


O doutor me perguntou,

O que foi que você falou?

Torna a falar camarada.

Eu disse: Quebraram os meus braços,

E os meus olhos estão furados;

Ele disse: Nada disto,

Você está atrapalhado.


Logo eu fui melhorando,

Graças a meu Senhor Jesus Cristo

Tenho que vencer tudo

Que para mim possa vir

Pois Deus me dá o conforto

E com Ele, tudo eu resisto.


Quando foi no outro dia,

Ouvi minha esposa falar:

Doutor, faça o favor,

Eu quero lhe perguntar,

Quanto lhe pagarei

Pelas despesas do hospital?


Ele falou para ela,

Esta conta eu vou lhe dar,

Pois vocês são gente boa,

Não vou lhes explorar.

Só pagam um milhão e quinhentos,

Mas para ninguém vão falar.


Mas graças a Nosso Senhor,

Tudo isto se passou,

Foi uma grande tempestade

Que o vento veio e levou,

Mas a fé e a esperança

Nunca de mim se afastou


Ainda estou vivendo

Conforme Deus é servido,

Nunca me faltou o pão 

Pelo amor do Pai Querido,

Que é forte e poderoso

E nuca sai do meu sentido.


Amigos, prestem atenção

Naquilo que estou dizendo,

Falo para vocês

No momento que estou escrevendo,

Peço que prestem atenção,

Para ficar bem entendido.


O que meus pais me diziam,

Hoje estou compreendendo,

O sofrimento dos outros

A gente não está vivendo,

Mas quem sabe a dor que sente

É aquele que está sofrendo.


Voltei de novo para trás,

Tudo se acabou:

Dinheiro, gado e terra,

Nada disto mais ficou,

Peço meus queridos netos,

Ouçam o conselho do vovô.


Hoje só resta em mim

Amor, paz e amizade.

Toda vida eu fui bem quisto

Em toda a sociedade.

Só o que resta em bens

É uma barraquinha na cidade.


Vou contar para vocês

Quem lá em casa tinha chegado,

Ele já é falecido, 

O seu tempo foi marcado,

Chamava-se João Soares,

Meu grande amigo e cunhado.


Dele não posso esquecer

Nem um instante nem uma hora,

Trago sempre retratado

Dentro da minha memória,

Pedindo a Nosso Senhor

Que lhe dê o reino de glória.


Se eu ouvisse os conselhos

Que tantos amigos me davam,

Hoje eu estaria muito bem,

Nada para mim faltava,

Mas mesmo assim vou vivendo

Do jeito que eu gostava.


Vou terminar esta história

De uma forma verdadeira

Pois fala do meu sofrimento

E de minha companheira,

Escrevendo aqui o meu nome,

Que é: Jorge Jose de Oliveira.