sábado, 17 de março de 2018

Contribuição para o resgate de uma bela história

Sei que há pessoas que devem saber muito mais do que eu sobre a história da Educação Teológica em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Quando cheguei lá em 1973, havia dois grandes líderes entre os batistas, Jonathan de Oliveira e Williams Balaniuc, pessoas que amo e respeito.

Mas quero escrever resumidamente, sem anotações, o que guardo em minha mente sobre o assunto.

A primeira notícia que li sobre a Educação Teológica no Mato Grosso se encontra num Livro de Atas da Primeira Igreja Batista de Ponta Porã, MS, onde está escrito que na década de 1940 funcionou nas dependências daquela Igreja um curso teológico ligado ao Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil e coordenado pelo Missionário John Riffey.

O curso era oferecido de maneira intensiva, em regime de internato, o qual era dirigido pelo pastor Valdir Vilarinho e sua esposa Candinha.

Entre os alunos daquele curso estava o índio Adriano Ferreira que foi pastor por muito tempo na região de Corumbá.

Infelizmente, um dos Livros de Atas daquela Igreja daquela década estava desaparecido quando lá estive como pastor entre 1973 e 1987. Não sei se já foi encontrado.

A segunda notícia que tenho sobre a Educação Teológica no Mato Grosso é sobre o Instituto Teológico Batista do Oeste que funcionou em Campo Grande nas décadas de 1950 e 1960 onde se destacou como diretor o baiano Gutenberg Rodrigues Silva.

Em seguida, começou a funcionar um Instituto de Férias nas dependências do Colégio Osvaldo Cruz em Dourados, o qual foi o ponto de partida para a criação do Instituto Teológico Batista Ana Wollerman no ano de 1974.

Quero aqui lembrar que o homem forte que esteve ao lado da Missionária Ana Wollerman naquele momento inicial da história e que foi o responsável pela administração da instituição e construção de quase todos os edifícios tanto do Instituto como do Seminário Ana Wollerman foi o pastor Williams Balaniuc, que foi auxiliado e depois sucedido pelo professor Ivan Araújo Brandão, que deu continuidade ao período de expansão patrimonial. Somente a Capela e a Biblioteca não foram construídas por eles, as quais foram construídas na gestão do escritor destas linhas.

Em 11 de outubro de 1977 foi criado o estado do Mato Grosso do Sul, tendo Campo Grande como capital, mas a Convenção Batista do Mato Grosso, que já tinha sua sede em Campo Grande, continuou uma só para os dois estados até 1979 quando em uma assembleia em Cáceres foi criada a Convenção Batista Centro América, com sede em Cuiabá, para congregar as igrejas batistas do Mato Grosso, ficando o novo estado com velha Convenção.

Foi naquela assembleia em Cáceres que foi criada a Faculdade Teológica Batista do Oeste do Brasil, com sede em Campo Grande, cujo nome foi escolhido através de pesquisa para resgatar a história do antigo Instituto Teológico Batista do Oeste.

O relator do Grupo de Trabalho que criou a FTBOB foi o autor destas linhas que tinha em mente uma instituição semelhante à Faculdade Teológica Batista de São Paulo, de onde procedia, com uma estrutura leve, de baixo custo, com curso noturno, diferentemente do pensamento de muitos que procediam do Seminário Teológico Batista Sul Brasil que tinha uma estrutura pesada com sistema de internato.

O diretor do Grupo de Trabalho foi eleito naquela assembleia em Cáceres para ser o primeiro diretor da FTBOB, o qual fez todos os preparativos para o início das aulas.

Entre os projetos apresentados pelo diretor ao Conselho Administrativo estava o Projeto Sunamita que consistia em sugerir aos crentes batistas residentes em Campo Grande que construíssem em suas casas um quartinho para o homem de Deus, o seminarista, no qual deveria ter uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro (uma lâmpada), plano esse que não teve a devida consideração do Conselho Administrativo.

Finalmente, a disputa entre o sul e o centro, entre Dourados e Campo Grande, levou o diretor a renunciar, mas não fez com que ele perdesse o amor pela educação teológica no Mato Grosso do Sul.

E ela disse a seu marido: Eis que tenho observado que este que sempre passa por nós é um santo homem de Deus.
Façamos-lhe, pois, um pequeno quarto junto ao muro, e ali lhe ponhamos uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro; e há de ser que, vindo ele a nós, para ali se recolherá.
2 Reis 4:9-10

Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.

sexta-feira, 16 de março de 2018

quinta-feira, 15 de março de 2018

quarta-feira, 7 de março de 2018

segunda-feira, 5 de março de 2018

sexta-feira, 2 de março de 2018

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Missionária Ana Wollerman

Logo após o falecimento da Missionária Ana Wollerman, ocorrido dia 18 de fevereiro de 2008 nos Estados Unidos da América do Norte, a missionária Esther Ergas me deu a missão de escrever alguma coisa do coração sobre minha convivência com a referida missionária. Dona Ana, como nós a chamávamos, nasceu dia 13 de dezembro  de 1910. 

Tia Ester, como é conhecida entre os alunos do Seminário Ana Wollerman, disse que muita coisa já foi escrita sobre Dona Ana, mas ela queria que eu escrevesse algo que partisse do coração, e não de pesquisas em livros.

É isto que vou procurar fazer neste modesto artigo. Primeiramente, quero salientar que Esther Ergas é a pessoa que mais conviveu com Ana Wollerman, tanto no Brasil, como nos Estados Unidos. Foi sua companheira inseparável.

A primeira vez que ouvi falar de Ana Wollerman, surgiu em minha mente um pensamento, uma comparação, Ana Wollerman é para o Mato Grosso (naquele tempo ainda não tinha sido criado o Mato Grosso do Sul) o que Rosely Appleby foi para Minas Gerais, ou seja, uma avivalista, uma mulher de oração.

Foi isso que constatei a partir de 1973, quando assumi o pastorado da Igreja Evangélica Batista de Ponta Porã. Eu tinha lido muito sobre avivamento espiritual, pois fui discípulo de Enéas Tognini. Percebi que o que estava ocorrendo no sul do Mato Grosso, região de Dourados, era um verdadeiro avivamento espiritual. Pessoas se convertendo em grande quantidade, grandiosos encontros de jovens para louvor e oração, muitos jovens sendo vocacionados para o ministério, muita alegria, muito fervor espiritual, muito amor entre os irmãos. Era o ambiente que eu desejava para começar o meu ministério.

Logo tomei conhecimento de que tudo tinha começado quando alguns obreiros daquela região, liderados pela missionária, sentiram o desejo de clamar fervorosamente ao Senhor. Entre eles, estavam a missionária Esther Ergas, o pastor Washington Antenor de Souza, da PIB de Dourados, o evangelista Nelson Alves dos Santos e o diácono José Pereira Lins. Mais tarde, chegou também o pastor Williams Balaniuc para reforçar o grupo.

Foi em consequência desse avivamento que surgiu um Instituto de Férias, que em 1974 se transformou em Instituto Teológico Batista Ana Wollerman, e que hoje é uma Faculdade Teológica credenciada pelo MEC.

Durante o tempo em que estive em Ponta Porã, 1973 - 1987, servi ao Seminário como professor e como membro do Conselho Administrativo, ocupando algumas vezes a presidência. No início, os professores não recebiam salários, eram voluntários, mas não tinha salário maior do que o privilégio de conviver com aquele ser humano maravilhoso que era a querida missionária Ana Wollerman, e ouvir suas palavras de gratidão. Eu ficava emocionado quando ela dizia para mim:

- Como eu louvo a Deus pela vida do irmão!

Dona Ana sempre desejou que eu algum dia assumisse a direção do Seminário. Por sugestão dela, fui convidado duas vezes para assumir a direção do Seminário. A primeira, quando o pastor Williams Balaniuc deixou a direção. A segunda, quando o professor Ivan Araújo Brandão saiu. Mas entendi que não era o momento de assumir.

Mais tarde, em 1989, quando eu estava pastoreando a Igreja Batista do Bairro do Limão, em São Paulo, e ela já estava aposentada nos Estados Unidos, veio o terceiro convite. Aí, fui exortado pelo meu irmão Abel Pereira de Oliveira a aceitá-lo. Ele disse:

- Rapaz, quando Deus fala pela terceira vez o negócio não é brincadeira!

Deixei a Igreja Batista do Bairro do Limão e o curso de Pedagogia na USP, e fui assumir a reitoria do Seminário num período de crise, quando a torneira estava fechada, e os dólares não estavam vindo dos Estados Unidos. Mas graças a Deus a confiança foi restabelecida, a torneira se abriu, e, num período de três anos, construímos a capela e a biblioteca.

Dona Ana ajudou financeiramente muita gente. Eu mesmo fui ajudado por ela a participar da Campanha Evangelística promovida pela nossa Junta de Missões Mundiais em Portugal e na Espanha, em 1984. A ajuda dela foi fundamental para minha participação.

Louvado seja Deus por tudo!

Adriano Pereira de Oliveira.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Conversando com a boiada


O que mais me chama a atenção
É que o negócio está mudado
A conversa é com a criação
Não é mais com o dono do gado.

Quem antes recebia a grana
E alegre entregava a boiada
Achando que era bacana
Vender de porteira fechada

Agora está desiludido
Com o novo sistema adotado
Pelo comprador precavido
Que fala direto com o gado.

A culpa é da cibernética
Que fez uma revolução
Sustentando a nova ética
Que fala com o cidadão.

Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Minha peregrinação

Minha peregrinação
Muito cedo começou,
Mexe com meu coração
Quando lembro o que passou.

De minha querida Bahia
Cedo tive de partir
Sabendo pra onde ia
Sem chorar e sem sorrir.

Chegamos ao Contestado
Que era terra de ninguém,
De Minas era reclamado
E do Espírito Santo também.

Mas virou terra capixaba
Cultivada por baiano
E mineiro camarada,
Um ao outro apoiando.

Mas logo o tempo passou
E surge antigo desafio
Que o tempo despertou,
Com ele o menino sorriu.

São Paulo está esperando,
O meu coração falou
A hora está chegando
Pois o tempo já passou.

Foi assim que adolescente
Iniciei nova jornada
E num estalo, de repente
Deixei a terra capixaba.

E em São Paulo cheguei
Onde tive oportunidade,
Estudei e trabalhei
Não pensando em vaidade.

Queria ser advogado
Mas primeiro fui pastor
Conforme foi determinado
Por Deus Nosso Senhor.

Mas novo tempo chegou
E Deus me locomoveu
São Paulo pra trás ficou
E Mato Grosso apareceu.

Foi assim a minha vida
Depois dos trinta de idade
Exercendo minha lida
De cidade em cidade.

Hora estando em Mato Grosso
Hora na terra paulista
Mas sempre fazendo esforço
Juntando amigos na lista.



Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, São Paulo, Brasil.

Jesus lava os pés dos discípulos

Jesus lava os pés dos discípulos

domingo, 18 de fevereiro de 2018

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

domingo, 11 de fevereiro de 2018

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Minha sincera homenagem a você!

Enquanto realizava o culto doméstico junto com minha esposa Adriana dia 10 de fevereiro de 2018 ocorreu-me o desejo de escrever o que estou escrevendo neste momento.

Minha sincera homenagem a você que tem a capacidade de ficar em silêncio!

Você é um sábio!

Minha sincera homenagem a você que faz parte de um grupo nas redes sociais e fica em silêncio!

Você é um sábio!

Minha sincera homenagem a você que não sente a necessidade de concordar ou de discordar de ninguém!

Você é um sábio!

Provérbios 17.27,28

"Quem realmente detém o conhecimento é comedido no falar, e quem possui o entendimento demonstra alma tranquila. Até mesmo o tolo passará por sábio, se conservar sua boca fechada; e, se dominar a língua, parecerá até que tem grande inteligência."

Deus abençoe você e sua família!

Adriano Pereira de Oliveira.

Tapiraí, São Paulo, Brasil, 10 de fevereiro de 2018.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Eu sou batista

Eu sou batista porque acredito que as igrejas batistas são adventistas.
Eu sou batista porque acredito que as igrejas batistas são assembleias de Deus.
Eu sou batista porque acredito que as igrejas batistas são católicas e apostólicas.
Eu sou batista porque acredito que as igrejas batistas são congregacionais.

Eu sou batista porque acredito que as igrejas batistas são congregações cristãs.

Eu sou batista porque acredito que as igrejas batistas são igrejas do evangelho quadrangular.

Eu sou batista porque acredito que as igrejas batistas são metodistas.

Eu sou batista porque acredito que as igrejas batistas são presbiterianas.

Eu sou batista porque acredito que as igrejas batistas são testemunhas de Jeová.

Eu sou batista porque acredito que as igrejas batistas são universais.

Eu sou batista porque acredito que as igrejas batistas são tudo isso e muito mais.

Tudo isso está tão claro que dispensa qualquer explicação.

Deus abençoe a todos!

Adriano Pereira de Oliveira.

Tapiraí, São Paulo, Brasil, 5 de fevereiro de 2018.

O milagre vai acontecer


terça-feira, 23 de janeiro de 2018

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

sábado, 20 de janeiro de 2018

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Não ficou ninguém para condenar você?


O senhor é o homem!

Gosto de escrever sobre as lembranças que surgem em minha mente. É o que estou fazendo agora.

Eu estava em uma assembleia da Convenção Batista Brasileira em uma capital do nordeste. Não me lembro se era Recife ou Maceió. Era a noite de Missões Nacionais. O relatório foi dado pelo secretário adjunto porque o titular tinha pedido exoneração fazia poucos dias.

O adjunto concluiu o seu relatório dizendo que quem fosse convidado para ser o titular podia aceitar com toda tranquilidade porque a Junta estava em boas condições, estava tudo sob controle, estava tudo em ordem.

O pastor Rubens Lopes que era o presidente da CBB e estava presidindo aquela sessão solene, apontou o dedo para o adjunto, Paulo Seabra, e disse:

- O senhor é o homem, porque ninguém pode falar sobre missões com tanta propriedade senão o secretário executivo!

Na sessão da manhã seguinte, um mensageiro pediu a palavra e disse que o presidente tinha faltado com ética na noite anterior porque havia uma comissão encarregada de indicar o nome do novo secretário executivo, e o presidente indicou um nome publicamente.

O pastor Rubens Lopes, simplesmente, e humildemente, respondeu:

- Peço desculpas ao amado irmão por tê-lo ofendido!

E encerrou o assunto.

Não deu outra, Paulo Seabra foi eleito secretário executivo da Junta de Missões Nacionais.

Adriano Pereira de Oliveira,

Tapiraí, São Paulo, Brasil, 22 de dezembro de 2017.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

domingo, 10 de dezembro de 2017

A briga e reconciliação de meu pai com o leite

Meu pai casou com minha mãe no ano de 1939, e foi morar na casa do meu avô materno. Era uma casa enorme. Tinha doze quartos, duas varandas, duas salas do meio, duas cozinhas e outras coisas mais.
Ele foi ser o vaqueiro do meu avô. Tomava conta do gado. Tirava o leite todos os dias bem cedinho. Depois disso, entrava para dentro de casa e ia tomar o seu café com leite. Café com leite é modo de dizer.
Era costume do nosso povo naquele tempo tomar o leite com sal. Minha avó paterna fervia o leite com o sal. Ou seja, colocava o sal na panela de leite. Era assim que meu pai gostava. Do jeito que a mãe dele fazia.
Já na casa de minha avó materna, era diferente. Fervia-se o leite sem sal e depois trazia um pouco de sal num pires para cada um colocar na sua vasilha, vasilha mesmo, porque não se tomava leite em xícara ou copo. O leite era servido numa sopeira, e se tomava com uma colher, porque geralmente se misturava com pedaços de batata, mandioca ou abóbora, cozidos.
Meu pai avisou que não gostava do jeito que era feito na casa de minha avó materna, a sogra dele. Ele gostava era do jeito que a mãe dele fazia. Ele não queria que o sal viesse no pires. Ele queria que o sal fosse colocado dentro da panela de leite. Era assim que a mãe dele fazia.
Ninguém se importou com o pedido dele. Então ele tomou uma decisão radical: Não tomo mais leite, não precisa mais trazer leite para mim. E nunca mais tomou leite, nem puro e nem com café, durante mais de vinte anos.
No ano de 1966, meu pai, que estava morando no Estado do Espírito Santo, veio a São Paulo para participar da minha cerimônia de casamento. Dois dias depois do meu casamento, ele e meu irmão Abel, foram tomar o café da manhã em minha casa. Minha esposa, que não sabia da briga dele com o leite, preparou o café com leite e serviu. Ele tomou sem dizer nada.
Meu irmão Abel ficou surpreso, e perguntou, ué pai, o senhor tomou leite? Ele simplesmente respondeu, tomei.
Assim, meu pai se reconciliou com o leite vinte e sete anos depois da briga.
Adriano Pereira de Oliveira.

Tapiraí, São Paulo, Brasil, 10 de dezembro de 2017.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

sábado, 2 de dezembro de 2017

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017